Sumi? É, sumi sim.

1- Bem, pra quem ainda não sabe, não estou mais trabalhando na Mundi Editora. No momento estou de férias (hehe) e em breve começo a me mexer um pouco. Pretendo me focar em alguns freelas, fazer umas coisas diferentes e repensar outras tantas, profissionalmente falando. Contatos, projetos e idéias sempre são bem vindos.

HTC Touch2- Comprei um HTC Touch, meu novo filhote. Já instalei Carmageddon e Call of Duty 2, entre outros. É uma beleza que ainda deve render outros tantos posts.

3- O jornalista Giovanni Ramos, que ironicamente participou dos debates ocorridos aqui em posts passados sobre webjornalismo, está atuando já em Florianópolis, onde virou braço armado dos portais ClicRBS na capital. Sangue novo e novas idéias para a empresa gaúcha, que (quem sabe?) pode vir a surtir mudanças através das críticas.

4- Nesta sexta-feira rola a festa VideoRock, aniversário do jornalista Fabrício Wolff e do jornal iBZ, do 5° semestre de jornalismo do Ibes. A festança vai ser na D’lay, com ingressos a R$ 10,00 e muito rock anos 80 no telão.

Bidê ou Balde 5 - Já no sábado, rola o show dos gaúchos do Bidê ou Balde, no Observatório Bar. A dupla dinâmica da Barba Ruiva Produções continua mandando bem e movimentando o cenário roqueiro blumenauense.

6- Os blumenauenses da Stuart acabaram de lançar no MySpace o novo disco O Teatro Que Celebra a Extinção do Inverno. É o com influências mais nacionais (e frescuras/sonoridades) até agora.

Recebi hoje um envelope da Univali. Nele estavam todos os meus documentos (cópias autenticadas) como CPF, RG, Diploma, Histórico Escolar, além de currículo e foto 3×4. Inscrevi-me numa pós graduação de Mídia e Cultura na Era Digital que foi cancelada por falta de alunos.
Como uma universidade pode me enviar meus documentos de volta sem um mínimo de cuidado? Não é sequer uma carta registrada, com aviso de recebimento. É um envelope comum, que facilmente poderia se perder no envio. E se meus documentos fossem extraviados, o que a Univali faria para ter certeza que ninguém iria utilizá-los para nada de errado? Alguém poderia se passar por mim, se bobear, até abrir uma conta de banco no meu nome, sem eu saber. Por desleixo da Univali.
Tanto isso é verdade, que recebi os documentos de SIMONE RAQUEL SBRISSA MOURA que vieram erroneamente com o meu endereço escrito no envelope. E agora?
O que eu faço com estes documentos? O que a Univali vai fazer a respeito desse erro absurdo? E mais, quando é que eu vou receber meu dinheiro da matrícula de volta?

*Simone, se você achar isso aqui via Google, me diga onde te encontrar e como te enviar seus documentos. Por sorte, não sou nenhuma maluco que vai se aproveitar da situação.

Mais sobre o assunto no blog do Thiago Floriano, que passou pela mesma situação.

Entrevista de grande interesse apareceu este mês na revista Superinteressante. O Escritor inglês Tom Hodgkinson defende que um bom estilo de vida está longe daquelas 8h a 10h diárias de trabalho, sem folgas, desculpas ou relaxamento. Ele mostra que esta é uma visão antiquada, que joga contra na corrida pela qualidade de trabalho.

Tom mora no campo, trabalha cerca de 3h por dia e passa a mior parte do seu tempo na cozinha, lendo, tocando cavaquinho, fazendo pães ou demorando cerca de 2h para lavar a louça. E ele é enfático ao dizer que  o melhor jeito de você ser feliz e até mudar o mundo, é deixar de sentir culpa por ter preguiça. “Já existe muita gente gente fazendo coisas demais. Se você deixar de fazer tanto, já vai colaborar”, sentencia. Sentiu o drama?

A entrevista começa por um erro bastante grave, principalmente no Brasil: a pressão que os jovens sentem ao prestar o Vestibular, e ter de definir, ali, todo o seu futuro profissional. Tom defende que eles deveriam parar e pensar por alguns anos, o que de certa forma faz um grande sentido. Assim, quem sabe, teríamos menos gente infeliz fazendo algo que não gosta.

Empregos de 8h?

Este é o lado negativo da preguiça. Mesmo em ambientes de trabalho mais modernos, é comum você se perceber às 14h, tendo que ficar no escritório até às 18h e sem nada pra fazer. (…) Qual é o problema de chegar uma hora atrasado no trabalho porque você está de ressaca? Sei que terei que ficar até mais tarde de qualquer forma, chegando ou não atrasado. A única coisa importante é o prazo final de entrega. Por isso é melhor trabalhar para realizar uma tarefa específica, e não pelo tempo que o funcionário passou na empresa.

Ele deixa claro que não devemos deixar de trabalhar, apenas parar de considerar o emprego um fator tão importante na vida. Diminuir suas jornadas de trabalho, aprender a relaxar, e aceitar que o trabalho não é o ponto mais importante de nossas vidas.

Ele encerra afirmando que seu próximo objetivo é gostar de lavar louça. Por que todos odiamos lavar louça? Se ligarmos o som bem alto, numa música que gostamos muito, e  passarmos a tarde interia lavando louça, pode ser muito divertido. É o caso de aproveitar o momento, e fazer o possível para se divertir com aquilo.

Então troquem seus empregos de 10h seguidas por um de 4h - 6h, esqueçam as academias de ginástica em troca de uma corrida ao ar livre e de uma boa pescaria, as aulas de yôga por uma simples meditação no parque da cidade.

Esqueça do mundo por alguns instantes. E simplesmente, não se preocupe do nada.

Quem sabe não está aí a tão procurada receita para a felicidade?

Já falei aqui sobre o caso Isabella, então me sinto na obrigação de também falar sobre o padre suicida balonista. Como já disseram que eu sou muito chato levando tudo tão a sério, resolvi abordar o tema de forma diferente hoje. E então escrevi uma musiquinha:

Super Fantástico

A Turma Do Balão Mágico - Versão Fábio Ricardo

Composição: Fábio Ricardo

Super fantástico padreco!
Que bom estar contigo
No nosso balão!

Vamos voar deprimentes
Sem GPS em mente
Pra longe da civilização 

Tantas crianças já sabem
Que é estupidez
voar de balão

Até quem tem mais idade
Como a Papa Nazi
Não se arrisca mais não

Sou imbecil, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
Que final trágico,
A morte fica bem mais di-ver-ti-da!

Sou imbecil, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!

Superfantásticamente!
Esquecer a bateria e ficar sem comunicação
É como se eu fosse um demente
Que nunca tivesse feito aula
Pra voar de avião

Vamos afundar no oceano
Virar notícia de jornal
Com nossa invenção
Vamos fazer essa gente
Rir da nossa cara
E do nosso balão!

Sou imbecil, por isso estou aqui
Também quero viajar nesse balão!
Super fantástico!
Que final trágico,
A morte fica bem mais di-ver-ti-da!

(bis)

Sim, eu sou mais uma dessas pessoas que faz questão de bater na tecla mais batida do noticiário brasileiro. O caso Isabella Nardoni. Não estou aqui para mostrar as fotos da menininha morta, trazer novas pistas ou defender/acusar ninguém. Quero apenas questionar a forma com que a mídia tem tratado do tema.

Resumo a minha argumentação com base nesta entrevista feita pelo jornal O Globo. Nela, a dona de casa Rose, com quatro filhos, diz:

A gente aqui tinha o Big Brother Brasil 24 horas por dia. Terminou o BBB e começou a história da Isabella.

Substituiu uma coisa por outra. A comparação não é feita pelo repórter, por um jornalista, crítico social, ou por mim. É feita pela própria dona de casa, pela própria família brasileira. Ela não sabe mais distinguir o que é tristeza do que é felicidade. O que é entretenimento do que é assunto sério. Esse circo montado pela mídia fez com que ela acompanhe o caso Isabella da mesma forma que acompanhava o programa global.

Primeiro, todos queriam saber quem matou Thaís, aquela da novela. Apostavam em seus culpados e seguiam as pistas para descobrir o verdadeiro assassino. Depois apostavam em quem seria o vencedor do BBB, quem ficaria com quem, quem o líder iria indicar. Agora, apostam em quem matou, como foi a morte, se ela apanhou ou não.

Aí, chegamos em mais um fato marcante. A entrevista do pai e da madrasta de Isabella ao Fantástico, neste domingo. O Brasil inteiro congelou em frente a TV para acompanhar os 35 minutos de entrevistas, inclusive o intervalo comercial que separou-a em duas partes. Cada um se revoltava como preferia no sofá. Largaram xingamentos, juras de morte e deixavam claro que não havia dúvidas de que não acreditavam no casal.

Daí a Globo dá o golpe final. No Jornal Nacional de segunda-feira, peritos analisam a entrevista e lançam o veredicto: eles estavam mentindo.

A mídia brasileira não precisa de provas, não precisa de evidências. Ela escolhe seus culpados e sentencia-os à morte, mesmo que não exista pena de morte no Brasil. A polícia ainda não condenou o casal, mas a VEJA já trouxe o rosto deles na capa, dizendo FORAM ELES.

E agora? E se eles realmente forem inocentes (também não acredito nessa hipótese, mas sempre há uma hipótese e devemos respeitá-la)? A polícia não precisa mais condenar ninguém. Eles já foram condenados pelo 4° Poder, e estão fadados a morrer nas mãos da população, caso sejam libertados.
Apenas para fazer pensar nos limites do nosso julgamento precipitado, lembrem do caso de Guilherme Fiuza, escritor do livro Meu Nome Não é Johnny:

No dia 2 de julho de 1990 meu primeiro filho, Pedro, caiu do oitavo andar do prédio onde morávamos, em Botafogo.(…) Foi longo o tempo até encerrar esse processo insano e provar que os vizinhos tinham delirado. Mas foi muito rápido, instantâneo, o castigo imposto pelos homens da lei, de mãos dadas com os vizinhos diligentes: ser tratado como suspeito da morte do próprio filho.(…) Nada disso dá direito à sociedade de invadir a vida de uma família com a sua curiosidade mórbida e a sua estupidez.(…) Se não é possível à coletividade imaginar na sua própria pele o ardor da tragédia, já seria um belo avanço civilizatório se ela entendesse, de uma vez por todas, que a vida (dos outros) não é um Big Brother.

Com dezenas de participações diferentes, vamos a uma quarta parte do debate. Rogério Kreidlow, um dos melhores blogueiros sobre jornalismo que já encontrei aqui por perto, fez um post e tanto sobre o assunto, que você pode ler aqui.

Defensor do jornalismo bairrista e localizado, ele nos coloca um pensamento muito legal: não é uma grande campanha de marketing com a molecada, rádio e TV que vai mostar que o futuro é agora, se a gente (jornalistas) não fizer o futuro ser realmente agora. O principal atuante dessa revolução é justamente o jornalista:

O maior marketing que qualquer veículo de comunicação pode ter não é corzinha, caderninho, formatinho, interatividadezinha, mas conteúdo bão. Notícia, pauta pensada, reportagem. O que mais vende é isso e não estratégia comercial. Acho que o lance é a gente investir, apostar, criar iniciativas.

Sobre o futuro, a Natália, lá no primeiro post, comenta num tom um tanto ingênuo:

acho bom que assim seja, veja só, imagine quantas árvores serão poupadas.

Marina entra na mesma onda quando responde:

nem que seja pra dar pro cachorro fazer xixi depois. e tenho dito.

Marina, sem dúvidas você está certa. Natália, infelizmente não podemos esperar por isso. O Rogério, no post no blog dele, fala sobre como seria bom se a gente recebesse em casa um “papel digital”, que além da leitura, nos permitisse ver vídeos e ouvir os áudios da entrevista. Isso é uma das poucas coisas que podemos afirmar com certeza nessa discussão: não vai acontecer tão cedo. Pode acontecer? Pode. Mas não vai mudar assim tão cedo.

O jornal de papel vai continuar existindo por MUITOS e muitos anos, não se preocupem. Não sou o profeta do apocalipse dizendo que tudo isso vai acontecer na entrada da Era de Aquário. Os pobres cachorros continuarão a ter onde fazer seu xixi, os peixes ainda terão no que serem embrulhados. Quem gosta do jornal, vai poder continuar lendo as noticias no café da manhã, sujando os dedos de tinta preta e conseqüentemente sujando o papel de margarina.

O Rádio não matou o jornal, a TV não matou o rádio, a TV a Cabo não matou a TV aberta e a TV Digital também não vai matar ninguém. Não é a Internet que vai ser o cavaleiro do Apocalipse. Mas ninguém pode dizer que esses veículos acima citados não foram modificados por seus irmãos mais evoluídos tecnologicamente.

O rádio não é mais a última bolacha do pacotinho, como era na década de 30, e teve que mudar suas funções com a chegada da TV. Assim será em todas as mídias com o advento e popularização da Internet como veículo noticioso.

Natália disse:

basta pergar uma edição de cinquenta anos atrás e comparar. agora tente imaginar uma edição de cinquenta anos a frente.

Thiago Floriano complementa:

Do jeito que estão hoje, perdem em velocidade de informação para rádios, tvs e internet e em opinião para os blogs…

Daniel Costadessouza fecha com chave de ouro:

Quem pega jornal pra ler pode até ler uma só matéria, mas desde que seja bem escrita e mais elaborada do que uma pirâmide invertida.

Viu? Eu não estou aqui para apresentar respostas a ninguém. Afinal de contas, todos nós já temos as respostas, cada um tem um pedacinho. Basta a gente se reunir e discutir as idéias, como estamos fazendo aqui.

E lembrar das palavras de Carlos Eduardo Lins da Silva, no Observatório da Imprensa:

Que sentido faz um grande jornal continuar a dedicar três ou quatro páginas diárias para tratar, por exemplo, de futebol de maneira superficial, atrasada e sem atrativos do ponto de vista do torcedor, que já foi atendido muito antes e muito melhor pelos blogs e programas de rádio e TV especializados no assunto?

Atualização: visite o Monitor de Mídia que publicou ótima reportagem a respeito do assunto:

A saída, segundo o estudo, seria uma mudança radical no conteúdo dos jornais: “Os jornais precisam voltar a investir na análise e na contextualização de todas as notícias. Precisam abandonar a idéia de publicar textos curtos para se assemelhar ou competir com a linguagem da televisão ou da internet. Os jornais precisam de planejamento e continuidade”.

Antes de dar continuidade ao debate sobre o futuro do jornalismo, comentando s informações trazidas pela Marina e pela Natália, peço desculpas mas quero adiantar um novo comentário nesta lista.

O responsável pela seção de web da RBS (ClicRBS, hagah e Kzuka), antenado que provou ser, chegou ao blog e trouxe uma informação importante: a situação atual do portal ClicRBS.

Abaixo, as palavras dele:

Sérgio Lüdtke Disse:
Qui 10 abril, 2008 at 1:01

Fábio, deixe que me apresente. Sou responsável pelos conteúdos dos portais clicRBS, hagah e Kzuka da RBS. Li as opiniões e comentários da audiência do blog e acredito que este é realmente um bom e necessário debate. Não entendo a razão pela qual o Gio Ramos afirma e reafirma que o clicRBS não deu certo. O clicRBS é hoje um dos maiores portais brasileiros, tem meio milhão de visitas nos dias úteis e o único movimento feito recentemente foi descentralizar a produção de conteúdo de hard news e repassar para os jornais e Canal Rural essa tarefa. Com isso, reforçamos a presença das marcas dos jornais na web, ampliamos a oferta de conteúdo, criamos dezenas de novos empregos, passamos a ter notícias 24 horas e estamos integrando as redações dos impressos. É um movimento de absoluta vitalidade e crença da empresa no meio online que a maior parte da audiência entendeu e aprovou.

Primeiramente, muito obrigado Sérgio, pela sua leitura e pricipalmente pela sua participação.

Gostaria de aproveitar a ocasião e chamá-lo para o debate junto conosco. Somos jornalistas, acadêmicos de jornalismo ou simplesmente interessados pelo assunto, tentando chegar a algumas respostas. Você poderia explicar para nós como funciona o setor de portais da RBS?

As idéias discutidas anteriormente, nos dois últimos posts, já foram discutidas pelo grupo RBS? Qual a postura da empresa em relação aos dados norte-americanos de futuro do jornalismo?

Se você puder participar do nosso pequeno debate, estou certo de que todos sairemos ganhando.

Apresentei alguns dados no post passado e o pessoal entrou no espírito pra gerar discussão. Quero agradecer a todos que comentaram e palpitaram, e avisar que estou estudando o máximo que consigo a respeito desse tema, que acho que vai ser meu foco nos próximos meses.

O Giovanni disse em seu comentário sobre os erros da RBS em relação ao ClicRBS. Eu aviso então um link pra ser acessado por quem se interessou pelo assunto: www.kzuka.com.br/blumenau

Voilá! A RBS comprou há algum tempo já, o portal gaúcho jovem Kzuka, e agora ele vai chegar com força aqui em Blumenau. É um passo e tanto, que será dado definitivamente na próxima semana. O fato é que a RBS ligou diretamente a idéia de conteúdo online e interatividade total com o público jovem. Kzuka dentro do colégio, na hora do recreio. Isso é ótimo! A molecada que vive na internet agora mesmo quando não está na frente do PC é levada a atualizar o Kzuka. Vídeos, fotos, blogs, tudo aberto para a garotada antenada na web. A RBS, dessa forma, está preparando esse público jovem para daqui há anos se tornar leitor de jornal. Os gaúchos não são bobos não.

Já o Duwe (que ainda não sei pq não tem um blog) mostrou um ponto muito importante, contrastando com esse papo de Kzuka. Os leitores da Folha de Blumenau são cinqüentões. Provavelmente, até mais do que os do Jornal de Santa Catarina. Mas não adianta, os leitores de jornal impresso estão cada vez mais migrando para a faixa etária 40-55 anos.

Mesmo assim, o Kzuka prova que isso pode mudar. É só usar a cabeça (e o bolso) e arriscar um pouco nas estratégias de marketing. Acho que a Folha pode trazer estes cinqüentões para a internet (a maioria do público da Mundi Editora se encontra nas Classes A e B), e fidelizar os que ainda não chegaram nessa idade. Mas mais importante que isso: pode conquistar novos leitores e gerar maior renda através de sua página na web.

O website não mataria a versão impressa, pelo contrário. Traria mais leitores para ela. Ao invés de ter a versão completa no papel e o link para que os assinantes tenham acesso a conteúdo exclusivo na web, por que não fazer o contrário?

A Folha poderia revolucionar o jornalismo blumenauense oferecendo um conteúdo consistente e de confiança pela internet. As matérias sairiam primeiro na web, para depois ganhar as páginas do jornal. Resultado disso? Quem acompanha o site procuraria na edição do dia seguinte, nas bancas, os desdobramentos da matéria que foi lançada primeiro na rede.

Ao invés de assinar o jornal impresso e ter acesso ao conteúdo exclusivo na web (vide Folha de SP, Estadão e tantos outros) o leitor poderia ter acesso ao material na internet, e caso se interessasse, explorar as miudezas mais detalhadas do fato (o conteúdo exclusivo mencionado antes) na versão impressa. É só virar a pirâmide de cabeça para baixo.

Para o post não se tornar insuportavelmente longo (se já não o está), vou abordar os temas comentados pela Marina e pela Natália no próximo post, em breve.

Mas me digam… vocês conseguem vislumbrar o funcionamento desse processo que eu descrevi? É possível coloca-lo em prática sem perder com isso qualidade de informação? Sem perder receitas? Sem perder credibilidade?

Quero compartilhar com vocês alguns dados*, para após isso, iniciar um debate. (Espero que os interessados tragam novas idéias ao debate, ao inves de roubar as encontradas, como já aconteceu, mas fazer o quê, internet é isso mesmo, não é?).

* - Dados de Eric Alterman, o repórter de mídia da revista semanal New Yorker. Informação colhida no Observatório da Imprensa.

  • As editoras de jornais cujas ações são negociadas em bolsa perderam 42% do seu valor de mercado nos últimos três anos.
  • O patrimônio acionário da New York Times Company diminuiu 54% desde o fim de 2004.
  • A contar de 1990, 25% das vagas na imprensa diária americana foram fechadas.
  • O tempo médio gasto na leitura dos jornais nos Estados Unidos não chega a 15 horas por mês. (Portanto, nem 30 minutos por dia.)
  • Oito em cada dez americanos entre 18 e 34 anos nem batem os olhos num jornal.
  • O leitor típico tem 55 anos – e tende a ficar ainda mais velho.
  • Quase 40% das pessoas com menos de 35 anos ouvidas numa pesquisa disseram que esperam usar a internet no futuro para se informar. Só 8% falaram em se informar pelos jornais.
  • Menos de 20% dos americanos acham que se pode acreditar em todos ou na maioria dos relatos da mídia.

Será que chegamos realmente naquilo que eu já havia mencionado em uma série de posts, conversas de botequim e reuniões de negócio? O jornalismo como conhecemos realmente acabou? O mundo é dos nerds blogs?

Minha opinião é bem explícita: o jornalismo mudou faz tempo, a gente que não se toca. Estamos trabalhando com um grande zumbi, que mexemos com varetas tal qual um boneco. Mas ele está apodrecendo, e já começou a feder. Daqui a pouco a decomposição fica tão grande que ele se despedaça todo.

E aí? O que os nossos dinossauros jornalistas de nariz empinado vão fazer? Proibir os blogs? Censurar a internet?

Já foi, não tem mais volta. Ou você se atualiza, ou vai ser deixado para trás.

E aí? O que devemos fazer para entrar de cabeça no futuro da informação? Folha, Santa, Radios… A RBS já sentiu a água batendo na bunda, já sei que algo está acontecendo ali e é pra logo. A Folha pensa no assunto mas ainda não se definiu (torço para que não seja tarde demais), algumas rádios já estão buscando atualizações, fazendo tomada de preços e se preparando para a evolução. E você, jornalista? Vai ficar parado?

Emos, tremei!

Nesta sexta-feira, dia 4, a banda carioca Matanza chega a Blumenau.

Os dois primeiros lotes  de ingressos já se esgotaram para este que é o mais esperado show de rock do ano de 2008 em Blumenau.

Eles deixam bem claro que não estão no palco para fazer amigos. É som pesado e feroz, preferem os insultos aos elogios e não fazem a mínima questão de tentar ser o mocinho da história. Surgida em 2001, a banda segue ofendendo, difamando e afrontando. A guitarra alucinada de Donida se junta à pulsação nervosa do baixo de China, somados à bateria de Jonas e a furiosa voz de Jimmy, o gigante irlandês.

Matanza

Principal banda do underground carioca, Matanza conquistou o país com a violência que apresentam em cima do palco, com riffs pesados e músicas que soam como uma porrada no ouvido.  Não à toa, o quarto disco do grupo se chama A Arte do Insulto. O Matanza bem poderia dizer o que quer de maneira polida e educada… mas assim, certamente eles não teriam se transformado na maior banda de rock brasileiro dos últimos anos.

Ventura

A abertura do show fica por conta da banda Ventura, que mostra toda a qualidade de suas composições próprias, além de surpreender o amantes do rock com um set que trás o que há de melhor nos clássicos do estilo, como AC/DC, The Darkness, Bom Jovi, Queen e Van Halen.

Local: Donna D Pub  (Rua: Marechal Deodoro, 686 – Blumenau)
Data:  sexta-feira / 4 de abril / 22h
Ingressos a R$ 20,00 (terceiro lote) / R$ 25,00 (na hora)
Promoção Barba Ruiva Produções

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